O que esquecemos com Luís Neves?
Nos últimos três meses, o Caso Luís Neves tornou-se o centro da política portuguesa. Há, evidentemente, matéria que exige investigação, explicações e consequências, se forem apuradas responsabilidades. Um ministro não fica dispensado de prestar contas pelo facto de ser atacado pelo Chega. Mas a repetição do caso até ocupar totalmente o horizonte político exige outro escrutínio: o que deixamos de discutir enquanto discutimos sempre a mesma pessoa?
Neste verão, o Estado acordou comprar a Amancio Ortega 13,7% da REN. Recuperar intervenção pública nas redes de energia pode servir o país. Mas que poder dá essa participação? Que influência terá nas tarifas e no investimento? E como se justifica o alegado preço de 380 milhões de euros, acima da cotação em bolsa? Não discutimos isto.
Ao mesmo tempo, avança a privatização da TAP, com........
