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Quando todos perdem

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05.06.2026

Portugal acordou, nos últimos dois dias, mais silencioso. Na quarta-feira foi dia de greve geral, marcada – curiosamente – para a véspera de um feriado nacional e a data não deixou de merecer reparos generalizados.

É a segunda greve geral no espaço de oito meses, com o mesmo assunto a motivá-la, ainda que, desta vez, sem o apoio da UGT.

Numa altura em que se aproxima o final do ano letivo, milhares de alunos tiveram constrangimentos nas suas provas ModA (Monitorização das Aprendizagens); outros ficaram sem aulas necessárias para a preparação dos exames nacionais; mais de metade dos voos do aeroporto de Lisboa foram cancelados; milhares de consultas e atos médicos foram adiados… Tudo questões mais do que válidas, mas que nos têm de fazer pensar seriamente sobre o que está em causa.

Naturalmente, a greve é um direito consagrado na Constituição e todos devemos defendê-lo, queiramos ou não........

© Diário de Notícias