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O terramoto que o TikTok e o Instagram aceleraram

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09.09.2026

Há uma frase que ouvimos da boca de um jovem a gritar num vídeo de comício, que resume melhor do que qualquer sondagem o que está a mudar na Alemanha: "Não queremos ser carne para canhão."

O grito não nasceu de um debate parlamentar. Nasceu de um algoritmo que aprendeu há muito que a raiva e o medo prendem mais tempo de ecrã do que qualquer argumento sereno sobre a política de Defesa.

A AfD venceu na Saxónia-Anhalt com 43,8% dos votos e 39 deputados, ficando apenas a três lugares da maioria absoluta. Os eleitores descontentes não são só jovens, são sobretudo pessoas entre os 35 e os 50 anos. Mas entre os mais novos há um desequilíbrio claro a favor dos rapazes, em parte explicado pela própria demografia do estado, onde há muito mais homens do que mulheres entre os 20 e os 30 anos.

Nas eleições simuladas para menores de 18 anos, antes das eleições de 2024 na Turíngia e na Saxónia, a AfD já tinha esmagado a concorrência com mais de 34% dos votos em ambos os estados. Os Verdes perderam quase 18 pontos no mesmo período.

Isto não é coincidência de gerações, é uma estratégia deliberada. A AfD percebeu o potencial do TikTok muito antes dos rivais, ao ponto de ter um coração azul com emoji próprio, usado por apoiantes em comentários por toda a plataforma.

Ulrich Siegmund, o candidato que liderou esta vitória, tem 700 mil seguidores no TikTok e meio milhão no Instagram. Depois dos comícios, anda de scooter elétrica, um modelo antigo da Alemanha de Leste, uma imagem populista pensada para........

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