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O protagonismo do Paquistão

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26.03.2026

Concretize-se ou não a mediação paquistanesa entre os Estados Unidos e o Irão, só o facto de o primeiro-ministro Shehbaz Sharif dizer que Islamabad pode ser o local onde se negociaria o eventual fim da guerra mostra o desejo de protagonismo mundial de uma potência que tem condições para ser uma voz ouvida. É evidente que o Paquistão não é um país qualquer, basta pensar que é, desde 1998, uma das nove potências nucleares, mas a sua importância nas relações internacionais vem também de ser o quinto país mais populoso do mundo e o herdeiro assumido da Civilização Mogol, produto da dinastia que entre os séculos XVI e XIX governou a Índia histórica, ou seja um espaço cultural que abrange desde as fronteiras afegano-paquistanesas até ao Bangladesh. O facto de a língua oficial, aquela que pretende cimentar desde 1947 a união entre penjabis, pastunes, sindhis, baluchis e outros, ser o urdu é a mais que evidente prova da reivindicação dessa ligação, tal como o é a arquitetura mogol de Lahore, uma das grandes cidades paquistanesas.

A possibilidade de o Paquistão ter um papel na procura de um fim para a atual guerra no Médio Oriente decorre também da tradicional aliança com os Estados Unidos, que vem da Guerra Fria e, apesar de altos e baixos, tem momentos passados de grande proximidade, como o apoio aos mujahedins contra os........

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