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A universalidade da democracia

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Francis Fukuyama, célebre pelo best-seller de 1992, O Fim da História e o Último Homem, que lhe valeu muitos elogios na época e depois muitas críticas, por entre acusações de ingenuidade sobre o triunfo da democracia no mundo, diz numa entrevista esta segunda-feira, dia 2, publicada no DN que foi mal compreendido. E até suspeita que muitos dos críticos nem sequer leram o livro até ao fim. Admite que hoje vivemos tempos menos promissores para os ideais democráticos do que aquele início dos anos 1990, quando o Muro de Berlim já tinha caído e, ainda antes de se consumar a desagregação da União da União Soviética, a maioria dos países da Europa Central e Oriental já tinha virado as costas ao sistema comunista. Mas realça que continua relativamente otimista.

“Há 35 anos estávamos em plena terceira vaga de democratização, em que o número de democracias passou de cerca de 35 para bem mais de cem. E muito disso começou ainda antes com Portugal e com a transição no seu país. Agora estamos numa vaga inversa, com uma maré crescente de autoritarismo: a Rússia e a China são grandes potências autoritárias e há movimentos populistas em muitas democracias: na Alemanha, em França, nos Estados Unidos, no Brasil. É uma grande luta. Ainda assim, continuo, no fim........

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