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Quando o insulto substitui o argumento

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21.08.2026

A democracia não se mede apenas nas urnas. Mede-se também na capacidade de convivermos com quem pensa de forma diferente, de aceitarmos a crítica e de respeitarmos aqueles com quem discordamos profundamente. Parece uma evidência, mas episódios recentes mostram que talvez seja necessário voltar a afirmá-lo.

Esta semana, no Festival de Vilar de Mouros, no Alto Minho, uma banda estrangeira utilizou o palco para projetar uma mensagem ofensiva dirigida ao Chega. Um episódio que merece crítica, naturalmente, mas que deve sobretudo servir de ponto de partida para uma reflexão muito mais abrangente.

Um artista tem todo o direito de assumir posições políticas, defender causas, criticar governos ou partidos e contestar as nossas ideias. Faz parte da liberdade de expressão e da própria natureza de uma sociedade democrática.

Mas uma........

© Diário de Notícias