Já não há desculpas, Carlos!
Corria o ano de 2011 quando Mário Soares publicou o ensaio autobiográfico, político e ideológico Um Político Assume-se. O título revelou-se particularmente feliz: não só descrevia com rigor a vida e o modo de estar de Mário Soares, como acabou por se tornar um verdadeiro critério distintivo entre dois tipos de atores públicos. De um lado, os que assumem inequivocamente que fazem política, com o objetivo de garantir direitos e liberdades, gerir recursos públicos, criar impacto económico e influenciar o futuro do país. Do outro, aqueles que constroem carreiras alavancadas na política partidária, mas dela se afastam sempre que tal lhes convém, num exercício de cinismo cuidadosamente........
