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Regular a quota humana numa economia automatizada

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06.08.2026

Imagine-se uma fábrica onde um braço robótico executa, sozinho, tarefas que antes exigiam vários trabalhadores, ou, uma linha de produção onde um sistema de Inteligência Artificial decide, em segundos, o que antes exigia o trabalho de várias pessoas. A empresa produz mais. O consumidor pode pagar menos. Mas a sociedade perde postos de trabalho e contribuições para a segurança.

A automação é inevitável. Reduz tarefas repetitivas, aumenta a produtividade e pode libertar o ser humano para funções mais qualificadas. Mas, o trabalho não é uma simples variável de custo. Dá dignidade ao ser humano, dá sustento a famílias e constitui um facto de integração e participação na comunidade.

Por isso, a União Europeia deve criar o quanto antes um quadro regulatório que ligue a automação a uma responsabilidade mínima de emprego humano. Subsidiariamente, deve fazê-lo o Estado Português. A regra deve obrigar as entidades empregadoras a manter ou criar postos de trabalho em função do impacto efetivo da tecnologia que adotam. Não........

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