A urgência de desbloquear património preso em heranças indivisas
Durante décadas, milhares de imóveis permaneceram presos em heranças indivisas, muitas vezes por razões que pouco têm que ver com verdadeira proteção sucessória. Bastou, em inúmeros casos, a oposição passiva de um herdeiro, a ausência de consenso familiar ou a simples inércia para condenar prédios urbanos e rústicos ao abandono, à degradação e à improdutividade. O resultado está à vista: casas fechadas, prédios sem obras e em ruína, património sem função económica e processos de partilha que se prolongam por muitos anos, quando não por gerações.
É neste contexto que deve ser lido o novo mecanismo de venda de imóveis integrados em herança indivisa. Não como expediente de conflitualidade acrescida, mas como instrumento de desbloqueio jurídico, económico e social de património “encravado”. A questão essencial é simples: deve o ordenamento jurídico continuar a permitir que um imóvel permaneça indefinidamente paralisado apenas porque os interessados (ou........
