Portugal enfrenta crises do século XXI com um Estado - e um sistema - do século XX!
O atual “comboio de tempestades” voltou a expor uma fragilidade que já não é conjuntural nem excecional: Portugal continua a enfrentar riscos sistémicos com um modelo de Proteção Civil desenhado para uma realidade que deixou de existir.
Não estamos perante fenómenos isolados ou imprevisíveis. Estamos perante uma sucessão de impactos - climáticos, energéticos, tecnológicos e sociais - que interagem entre si e ampliam vulnerabilidades pré-existentes. O problema não é a intensidade do vento ou da chuva. O problema é um Estado que continua a tratar o risco como episódico e não como condição permanente da governação.
A Proteção Civil portuguesa foi construída para responder a acidentes delimitados no tempo e no espaço, com cadeias de decisão sectoriais e uma lógica de........
