Universidade é nome feminino
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Universidade é nome feminino
No próximo domingo, 8 de Março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher.
Por isso aqui saúdo todas as Mulheres, dedicando este texto sobretudo às antigas e actuais universitárias – Alunas, Funcionárias, Investigadoras, Professoras, Pró-Reitoras, Vice-Reitoras.
Longe vão os tempos em que “Universidade”, apesar de ser um nome feminino, só se conjugava no masculino.
Durante os seus primeiros 600 anos, a Universidade de Coimbra (UC) foi exclusivamente frequentada por homens. Só em 1890, seis séculos após a criação da UC, nela se matriculou a primeira mulher, Domitília de Carvalho, que aqui se licenciou em Filosofia e em Medicina.
No que respeita ao corpo docente, foram ainda mais anos de exclusiva “masculinidade universitária”, só quebrada em 1911, quando foi festivamente acolhida na UC, a primeira mulher a leccionar numa Universidade portuguesa: Carolina Michaelis de Vasconcelos.
A presença feminina na Universidade de Coimbra foi crescendo muito lentamente. Só no último quartel do séc. XX, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974, se assistiu ao início de uma profunda transformação neste domínio.
E hoje a Universidade já se assume, verdadeiramente, como um nome feminino – isto é, com mais mulheres do que homens. Segundo dados estatísticos da própria Universidade, em Dezembro de 2024 a UC tinha cerca de 3750 trabalhadores, mais de metade dos quais eram mulheres. Quanto a estudantes, a percentagem feminina era ainda maior: 17110 raparigas e 12467 rapazes.
Também havia mais investigadoras (208) do que investigadores (184).
No que toca aos docentes, ainda se mantém a vantagem masculina. De acordo com os mesmos dados, havia 1004 professores e 859 professoras, e entre os catedráticos as mulheres eram apenas cerca de 25 por cento. Também a representatividade em órgãos de governo e de gestão continuava a ser maioritariamente masculina. Mas as coisas estão a mudar!
No passado domingo, na cerimónia comemorativa dos 736 anos da UC que decorreu na Sala Grande dos Actos, ainda era notória a maioria masculina nos vetustos cadeirais.
Todavia, nos lugares de destaque, ao lado do Reitor, a situação era diferente, porque totalmente feminina: Cláudia Azevedo, distinguida com o Prémio Universidade de Coimbra, estava ladeada pela Presidente do Conselho Geral da UC, Maria da Glória Garcia, e por Inês Gouveia, Presidente da Fundação Santander, que patrocina aquele Prémio.
Cláudia Azevedo abordou o tema da igualdade de género, sublinhando a satisfação pelo facto de, nas saudações protocolares iniciais, ter mencionado mais mulheres do que homens. Mas acrescentou: “Em Portugal, apesar dos progressos, as mulheres continuam a enfrentar desigualdades estruturais no mercado de trabalho: na participação, na remuneração e no acesso a posições de decisão”.
A verdade é que, embora de forma mais lenta do que o desejável, a situação feminina está a modificar-se. E em breve o regime de quotas passará a garantir a participação masculina num mundo dirigido por mulheres…
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