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“Entre a velha “pax americana”...”

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28.03.2026

A velha ordem está, a olhos vistos, a desaparecer. É essa a sensação que temos (senão, mesmo, uma conclusão?), observando o que tem sucedido. O mundo e, sobretudo, a Europa, desde 2022, foram confrontados com eventos e guerras que nos remetem para alguns “déjà vu” da História. Mesmo sabendo que, na verdade, guerras sempre foram existindo, por todo o lado e ininterruptamente… E mesmo tentando superar uma tendencial visão eurocêntrica que poderá levar-nos a amplificar aquilo que mais proximamente da Europa tem sucedido (Ucrânia, Médio-Oriente), o facto é que, agora, assistimos a eventos e confrontos que decorrem do que parece ser uma alteração dos pressupostos em que assentava a velha e tradicional ordem. Ordem essa existente desde a 2ª Guerra Mundial e construída por iniciativa norte-americana. Uma “pax americana”, partilhada comummente pela Europa. Assistimos, agora, a guerras expansionistas, à tentativa de reconstrução de fronteiras imperiais e de “áreas de influência” de outros tempos, a novas correlações de força militar, a uma clara e, frequentemente, assumida clivagem (luta) Este-Oeste, Sul (global ou não) contra o “menos Sul”, Ocidente e anti ocidente. Trump e a nova administração norte americana (versão atual, tipo 2.0 ou, como se vulgarizou dizer, “transacional”), aceleraram e disseminaram tal sensação. No entanto, folclore, pantominices e narrativas........

© Correio do Minho