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“Que herança deixará o BABELL?”

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14.07.2026

Reconheço não ter ficado surpreendido com algumas das críticas que surgiram nas redes sociais e que tiveram como alvo o Festival BABELL. E não tive surpresa, nem fiquei particularmente preocupado com elas, porque todos nós já nos acostumamos a assistir a uma certa normalização da maledicência, a qual usa e abusa de certas redes sociais, metamorfoseando os fins para que foram criadas, e tentando transformá-las em autênticas pocilgas. É certo que a sessão inaugural, com o filósofo e ensaísta sul-coreano Byung-Chul Han, não correu da melhor forma, não me custando admitir que o primeiro acto do festival possa classificar-se de desastroso. Mas seria uma enormíssima injustiça, que os organizadores não merecem, se tal epíteto abrangesse o festival no seu todo. O BABELL, que decorreu no Porto no final de Junho, foi promovido pela Fundação Livraria Lello, em parceria com a Câmara Municipal do Porto, num contexto bastante específico, ou seja, no âmbito das comemorações dos 120 anos da Livraria Lello, e dos 30 anos da classificação do centro histórico do Porto como Património Mundial da UNESCO. Conjugou-se, portanto, uma conjuntura especial, que beneficiou de um investimento invulgar, nunca visto em eventos do género no nosso país, mas que faz recear pela sua continuidade – esperemos que não –, pelo menos em moldes idênticos. Na verdade, com a Fundação Livraria Lello a........

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