menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

“Apúlia - A Vila que também é...”

32 0
26.07.2026

A época de verão que atravessamos é propícia ao gozo de férias. Para este período de descanso, os portugueses escolhem, tradicionalmente, uma praia, seja marítima, seja fluvial. Ao longo da nossa extensa costa marítima existem centenas de praias dotadas de excelentes infraestruturas, que acolhem portugueses e estrangeiros. Contudo, nas regiões onde as ondas do mar não chegam, têm sido criadas, nos últimos anos, várias praias fluviais, proporcionando qualidade de vida a muitos que vivem mais afastados da orla costeira. É neste contexto de férias e de água que hoje importa recordar o papel desempenhado por uma localidade da nossa região. Refiro-me a Apúlia, vila portuguesa pertencente ao concelho de Esposende. Trata-se de uma das localidades mais tradicionais da costa marítima portuguesa, que atrai veraneantes, nomeadamente do distrito de Braga, mas também de outros pontos do país. Conhecida como a terra do sargaço (alga que é seca nas areias de Apúlia e posteriormente utilizada como fertilizante natural nos campos agrícolas), esta terra distingue-se igualmente pela qualidade das suas águas marítimas, outrora até aconselhadas para tratamentos clínicos. Para além da qualidade das suas águas e da singularidade do sargaço que seca nas suas areias, importa recordar que em Apúlia existiram, e algumas ainda subsistem, inúmeras instituições de carácter social e solidário, que se tornaram emblemáticas na nossa região. Refiro-me ao Centro de Formação e Recreio Doutor Gonçalves de Proença, inaugurado no domingo, 18 de junho de 1967, pelo Presidente da República, almirante Américo Tomás. Este centro foi construído por iniciativa da Federação das Casas do Povo do Distrito de Braga e funcionou como colónia de férias para os filhos dos trabalhadores rurais do distrito, servindo igualmente para a formação de dirigentes corporativos, empregados profissionais agrícolas, artesãos e educadores. Este tipo de equipamentos sociais foi fortemente impulsionado por João José........

© Correio do Minho