“O elogio das giestas”
Na quietude das giestas, encontro um sussurro antigo, folhas que balançam ao vento, testemunhas do tempo que passa. Cada galho, uma história de resistência e de esperança. Cada flor, uma promessa de renovação. Com as giestas, aprendo a capacidade de florescer mesmo na adversidade. Aprendo a resistir e a permanecer. Amanhã desperta em flor. Os maios surgem com as suas cores vibrantes, enfeitam o campo e o coração. Celebra-se a vida, a terra e a tradição. Abro, devagarinho, a janela da alma… Por esta fresta, onde apenas o silêncio arde expectante, ouvem-se as aves e anuncia-se o fogo do sol. Olho ao longe. Debruço-me sobre o peitoril, ainda meio-ensonado. Os nossos versos alongam-se à janela. O sol bronzeia-lhes as sílabas, uma pe- quena brisa arrasta-lhes o ritmo; espera-se que o luar lhes suavize as rimas à noitinha. Fecho os........
