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“Monumentos ao Emigrante: memória ...”

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18.07.2026

Espalhados por todo o território nacional, do Minho às ilhas atlânticas, os monumentos dedicados aos emigrantes constituem marcas físicas de um dos fenómenos mais estruturantes da história contemporânea de Portugal: a emigração. Ao longo de décadas, milhões de portugueses partiram em busca de melhores condições de vida, deixando para trás famílias, terras e afetos. Esta realidade encontrou expressão simbólica em dezenas de monumentos que hoje funcionam como marcos de identidade, memória e reconhecimento coletivo. O livro recentemente editado, Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa, apresenta um levantamento tendencialmente exaustivo dessas estruturas, assumindo-se como uma homenagem à diáspora e à sua importância histórica, social e cultural. Mais do que um inventário, oferece uma leitura interpretativa da linguagem simbólica que atravessa estes monumentos, traduzindo a experiência migratória nas suas múltiplas dimensões. Entre os elementos mais recorrentes destacam-se a mala de cartão, símbolo maior da emigração dos anos 60 e da partida incerta; a esfera armilar e o globo terrestre, evocando a dimensão global da diáspora portuguesa; e as figuras humanas, frequentemente representadas em contexto familiar, sugerindo separação, sacrifício e esperança. As inscrições evocativas — onde surgem palavras como “saudade”, “partida” e “mundo” — reforçam essa dimensão emocional e coletiva. Em muitos casos,........

© Correio do Minho