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“O Dia da Mulher e o novo...”

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15.03.2026

No domingo passado, 8 de Março, voltou a comemorar-se (e bem, obviamente…), o Dia Internacional da Mulher. Todos os anos é a mesma rotina, por boas razões, entenda-se. É de bom tom que os homens ofereçam um ramo de flores, ou uma simples rosa, ou um livro, ou ao menos um poema, uma palavra, ou uma saudação amiga nas redes sociais. Ninguém aceitaria a indiferença, ou o laxismo. A comunicação social, das televisões aos jornais, voltou a falar (e ainda bem…) da problemática da condição da mulher, que é também uma das vertentes maiores deste dia comemorativo. Para lembrar injustiças, iniquidades, violências. A mulher é, desafortunadamente, para ela e enfim para todos nós, por estes dias, um nome de disparidade, um rosto de injustiça, de menoridade. O mundo e o país são lugares dramaticamente iníquos para o género feminino. Apesar de as mulheres representarem 52% da nossa população, correspondente a 5,6 milhões de portugueses. Elas são também as mais instruídas: 58% dos diplomados com cursos superiores são mulheres, predominantes em áreas como a Educação e Saúde (79%), Ciências Sociais, Administração ou Direito (61%) e Ciências Naturais, Matemática e Estatística (58%). Aumentaram a liderança nas estruturas de topo das empresas e são já a maioria dos magistrados judiciais (67%), mas são vítimas de uma inadmissível desigualdade salarial em praticamente todos os sectores de actividade profissional. Para o mesmíssimo trabalho, ordenado diferente: maior para o homem, menor para a mulher. O diferencial entre os vencimentos do homem e da mulher é de, pelo menos, 15%, em prejuízo desta. Não há razão plausível para a prática, mas o certo é que se perpetua. Também na governação, a paridade não se verifica: na Assembleia da........

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