Bota meia, Ancelotti: Brasil não pode viver só de pontas e nostalgia
Carlo Ancelotti está apegado ao 4-2-4. Acha possível conquistar o hexa dando todo o poder aos pontas, velocistas, nem sempre dribladores ou artilheiros. Não está errado. O italiano de 66 anos mostra conhecimento histórico da Seleção, mas os tempos são outros. O Brasil de Vicente Feola foi campeão assim em 1958. Havia Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. Atrás deles, Zito e Didi pensavam o jogo. Aymoré Moreira só não manteve o quarteto no bi, em 1962, porque Pelé se machucou. Amarildo, o Possesso, substituiu o Rei. Os meias eram os mesmos. No tri, a Amarelinha ostentava Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino, mas desfrutava dos maestros Clodoaldo e Gerson.
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Os pontas são o que temos de melhor para a Copa de 2026: Vinicius Junior, Raphinha, Estêvao, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli... A questão é a falta de imaginação na meiuca. Olhar para Casemiro e Bruno Guimarães como se ambos tivessem a capacidade de emular Zito e Didi ou Clodoaldo e Gerson é blasfêmia. A ideia de........
