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Quando a reação é considerada legítima defesa?

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26.03.2026

É comum ouvirmos que a legítima defesa é um escudo que protege quem reage a um crime. No entanto, no direito brasileiro esse escudo não é automático; ele funciona mais como um freio de emergência. Assim como o freio de um carro só deve ser usado para evitar um acidente e não para causar outro, a legítima defesa exige que a reação seja estritamente necessária para parar uma agressão injusta que esteja acontecendo agora.

Imagine a legítima defesa como uma balança de precisão, e não como uma marreta. O Código Penal exige o "uso moderado dos meios necessários". Se alguém tenta lhe dar um tapa e você responde com um disparo de arma de fogo, a balança se quebra. A lei entende que a defesa deve ser proporcional ao ataque: se o agressor já caiu ou fugiu e você continua a bater ou atirar, você deixou de ser a vítima e passou a ser o agressor pelo excesso.

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