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O direito de desistir e o dever de prestar contas: o caso Ricardo Salles

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29.09.2026

Na segunda-feira, 28 de setembro, a uma semana do primeiro turno, o deputado federal Ricardo Salles anunciou que não disputaria mais o Senado por São Paulo. A decisão foi comunicada após reunião no comitê de campanha do governador Tarcísio de Freitas e integra um acordo para favorecer as candidaturas de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) às duas vagas em disputa. Até aí, trata-se de um cálculo político legítimo, alianças se refazem, candidatos se retiram, e o eleitorado julga essas escolhas nas urnas. O problema está na conta que fica para o contribuinte.

Salles recebeu R$ 3,1 milhões em recursos públicos para a campanha antes de desistir, dos quais ao menos R$ 1,76 milhão já havia sido gasto quando a candidatura foi retirada. Desse montante, R$ 2,3 milhões vieram do Fundo Partidário e R$ 850 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Entre as principais despesas registradas estão cerca de R$ 893 mil em serviços gráficos, R$ 669 mil em impulsionamento de conteúdo na internet e R$ 250 mil em serviços jurídicos. Material impresso para uma candidatura que não existe mais, impulsionamento de uma mensagem que o próprio candidato abandonou. É dinheiro público convertido em papel e em cliques sem nenhuma contrapartida democrática.

Há um agravante simbólico, o Novo passou anos........

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