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A barbárie, a utopia e o voto

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28.06.2026

O relógio do celular marcava 23:14 de sábado, 27 de junho de 2026, quando li a postagem (veja abaixo) de Wilson Coelho, o artista, ativista de esquerda dos bons, sobre a experiência que acabara de ter, a confirmar o clima de ódio que varre o País - também o mundo. Mascarado pelo show capitalista da Copa do Mundo, a barbárie reforça a raiva contra os pobres, impede o livre pensar, a soberania individual, a democracia, e estimula o fanatismo, de uma forma especial  o político e o religioso.  

Em seu relato, Wilson diz: “Vim embora para casa e resolvi tomar uma saideira no bar da esquina. Ajeitei uma cadeira, sem mesa, e escorei a cerveja e o copo num murinho ao meu lado. Tinha um coroa sentado à mesa logo adiante, bem próximo de mim. Eu perguntei se eu fumasse, lhe incomodaria, no que ele respondeu que não, mas o que o incomodava era minha bolsa. Eu estou com uma bolsa onde está escrito "Lula 2026". Logo em seguida, ele piscou um olho para uma mulher que estava à sua frente e levantou a camisa mostrando que estava com uma pistola automática, pelo que sei, uma dessas de 9 tiros. Ela pegou o celular e fotografou ele se expondo e olhando para mim com um olhar de prepotência e desafio. Eu fiquei sem saber o que fazer e apenas disse que só os medrosos andam armados. Achei que ele ia retrucar e fiquei na expectativa, mas ele não falou mais nada, terminou de tomar sua cerveja e foi embora olhando para mim como se eu fosse um extraterrestre. Fico triste em saber que é esse o ambiente que estamos vivendo”. 

Mais à frente, ele desabafa: “Saí da Casa Cultural 155 onde a maioria das muitas pessoas "felizes" que lá estavam não têm a mínima noção do que........

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