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A polícia virou caso de polícia

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10.04.2026

O assassinato de Thawanna Salmázio, de 31 anos de idade, mãe de cinco filho, e moradora de Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, mostra uma ação covarde e deliberada cometida por uma agente de segurança do Estado que foi treinada para impor a morte sob a égide da ordem e do respeito. O que vemos nos vídeos que circulam nas redes sociais, é o puro suco do fascismo institucional que permeia uma força de segurança que nos dias de hoje deveria servir e proteger a toda população, mas que está presa ao passado colonialista e escravocrata que deu origem a sua criação pelas mãos de Dom João VI.

Analisando a linguagem corporal de Yasmin Cursino Ferreira, a policial que assassinou Thawanna, e os cumprimentos e continências que os colegas de farda ofereceram a ela ao chegarem ao local, observamos a sensação do dever cumprido, e o sentimento heróico de ter abatido mais um cidadão com perfil periférico e indesejável à elite burguesa a qual a PM deve satisfações. Enquanto Thawanna agoniza no chão clamando por socorro, os agentes se reúnem em volta de seu corpo para se certificar de que ela irá morrer, ao invés de lhe prestarem socorro. Um deles ainda aponta o fuzil em sua direção, como se ameaçasse lhe dar mais um tiro se ela ousasse a sobreviver.

É a celebração da morte patrocinada pelos cidadãos e cidadãs deste país, que através do dinheiro de seus impostos........

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