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Trump e "o declínio do império norte-americano"

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07.03.2026

O filme “O Declínio do Império Americano”, de 1986, do diretor Denys Arcand, nunca foi tão atual. Nele, oito amigos se encontram para um jantar e conversam, entre outras coisas, sobre teorias que explicavam o mundo que, no final da década de 1980, começavam a ser contestadas. Ao mesmo tempo, falam sobre as escolhas políticas e culturais que a geração nascida nos anos 1950 fez nesse período; há um monólogo no final do filme bastante importante.

Há um célebre monólogo final do filme no qual a personagem Dominique reflete sobre o fato de que os grandes impérios não caem apenas por invasões externas, mas por uma exaustão interna, na qual a busca pelo prazer pessoal e a indiferença superam os ideais coletivos. Eis parte dele: “Quando penso na história, vejo um vasto cemitério... Grandes impérios, civilizações refinadas... todos desaparecem. E nós? Nós estamos apenas desfrutando dos últimos dias de um império. Estamos preocupados com nossas pequenas vidas, nossos prazeres, nossos confortos, enquanto o mundo ao nosso redor está em chamas ou prestes a desmoronar. A história não se importa com a nossa felicidade individual.”

O fato é que, em 1986, há quarenta anos, a percepção do declínio do grande império estadunidense foi pautada pelo diretor canadense e, creiam, existe um padrão........

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