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Quando terminou a ditadura (ou a ditadura institucionalizada)?

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05.04.2026

A história brasileira é pródiga em ambiguidades, mas poucas são tão reveladoras quanto aquela que envolve o general Golbery do Couto e Silva. Intelectual orgânico do regime instaurado pelo Golpe de 1964, ele teria sido, simultaneamente, seu arquiteto e seu coveiro. Será?

Odiado pela direita, por conduzir a abertura, e pela esquerda, por pretender preservar o essencial do sistema, ele encarna, em sua trajetória, a própria contradição da chamada “transição democrática” brasileira.

É exatamente nesse terreno ambíguo que se insere o provocativo texto de Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicado no www.holofotenoticias.com.br, ao sustentar que, mais de seis décadas após o golpe, “ainda não se sabe exatamente quando a ditadura terminou”.

Para quem não o conhece, o baiano Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, que completará 80 anos em breve, é um publicitário e ex-guerrilheiro brasileiro, participante da guerrilha urbana contra a ditadura militar de 1964.

Maneco, como o chamamos carinhosamente, era estudante secundarista quando entrou para a luta armada no Grupo Tático Armado (GTA) da ALN; ele foi um dos sequestradores do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.

Maneco foi preso e torturado, passou dez anos em diversas prisões, chegando a participar de greves de fome, até ser solto em liberdade condicional em 1979, depois da promulgação da Lei da Anistia.

Depois da prisão, começou a trabalhar em publicidade com o primo, Duda Mendonça. Mais tarde, fundou sua própria agência, aqui em Campinas, casou-se e, ao lado de........

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