Flávio Bolsonaro, o corrupto?
O filho "01" do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e candidato do campo neofascista, neopentecostal e ultraliberal possui um histórico pessoal bastante questionável.
As principais acusações que pesam, ou já pesaram, sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) envolvem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e, mais recentemente, controvérsias relacionadas à captação de recursos privados e espionagem.
As principais apurações dividem-se nos seguintes casos:
(a) Esquema de "rachadinha" na Alerj: foi a investigação mais duradoura contra o senador. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) o acusou de liderar uma organização criminosa que desviava parte dos salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), caracterizando, em tese, peculato e lavagem de dinheiro. A denúncia apontava o ex-assessor Fabrício Queiroz como operador do esquema. Posteriormente, o STF, por decisão do ministro Dias Toffoli, anulou provas consideradas centrais para o processo — os relatórios financeiros do Coaf — sob o argumento de compartilhamento irregular de dados, o que levou à rejeição da denúncia pela Justiça;
(b) Tráfico de influência e relações com o Banco Master: o senador esteve no centro de recentes controvérsias após a divulgação de áudios e mensagens nos quais solicita dezenas de milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os recursos seriam destinados ao financiamento do filme Dark Horse, uma biografia de Jair Bolsonaro. O episódio gerou críticas de aliados políticos e levantou questionamentos sobre eventual lobby e possíveis ilícitos, ainda sujeitos à apuração;
(c) Suspeitas envolvendo a compra de imóveis: durante os desdobramentos do caso das "rachadinhas", a imprensa — notadamente a BBC News Brasil — destacou que a quebra do sigilo financeiro de........
