Redivivo, golpismo exige nova edição do histórico ato nas Arcadas do Largo de São Francisco
Em 11 de agosto fará quatro anos que as Arcadas do Largo de São Francisco, que abrigam a mitológica Faculdade de Direito da USP, foram palco de um potente ato das vozes democráticas brasileiras contra o golpismo que se prenunciava. Ali lançou-se a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”, lida por três mulheres e um homem – bom sinal dos tempos. Miguel Reale Jr. foi chamado de fascista e o coro ensurdecedor, no encerramento do evento, foi “olê, olê, olê, olá! Lula! Lula!”.
A democracia pulsou de verdade naquela hora, como testemunhado por este jornalista. Por obra e graça dos deuses da civilidade e dos humanos civilizados, Lula derrotou Bolsonaro dias depois e passamos todos a respirar o ar da democracia. Por obra das forças reacionárias instaladas no Brasil e hoje turbinadas pelo desejo imperial do presidente dos Estados Unidos, o ímpeto golpista é abertamente redivivo, como transparecido no discurso de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas fraudadas e em outros gestos. Tudo reforçado por medidas comerciais do governo americano que nem sequer disfarçam sua motivação........
