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Passivo hermenêutico de Kássio Nunes sugere que ele pode soltar Bolsonaro

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Os dois pedidos de revisão criminal espetados pela defesa de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal – um, de maio; outro, de agora -, ambos nas mãos do ministro Kássio Nunes Marques, não prosperarão se o magistrado der uma passada de olhos na lei e a cumprir. Uma liminar de soltura do nefasto golpista, até que o plenário da corte analise as demandas, constituiria uma antecipação do que poderá vir a ser o Judiciário sob um hipotético governo de Flávio Bolsonaro: nada mais que uma extensão do Executivo para medidas “fora das quatro linhas da Constituição”.

No primeiro pedido, os advogados do condenado pedem sua absolvição, a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e o envio do processo ao plenário do Supremo. Argumentam, os defensores, que o julgamento conteve falhas graves.

Num exercício um tanto diversionista, os defensores do golpista alegam que ele não foi julgado por todos os ministros do STF. Também dizem que a colaboração premiada do maçaneta Cid não foi voluntária e que não tiveram acesso às provas amealhadas no inquérito. É esperneio sem lastro factual, como já escrevemos neste espaço.

O segundo pedido........

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