O Novo que não é novo
Que Romeu Zema não é nenhum santo, isso já sabemos. Sua trajetória em Minas Gerais está longe de ser o modelo de gestão impecável que o Partido Novo gosta de projetar nas suas peças de publicidade. Mas esse não é o ponto. O ponto é outro, e é muito mais sério: quando dirigentes partidários constroem um partido sobre pilares declarados — liberdade de expressão, combate à corrupção e coerência ética — esses pilares não podem ser removidos toda vez que o vento eleitoral sopra em direção contrária. Discurso que não pauta a prática não é princípio. É propaganda.
E foi exatamente o que os diretórios do Novo no Paraná e em Santa Catarina entregaram ao Brasil nas últimas semanas.
O gatilho foi simples. Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo próprio Partido Novo, publicou um vídeo afirmando que ouvir Flávio Bolsonaro cobrando R$ 163 milhões do dono do Banco Master — um banqueiro preso, usando tornozeleira eletrônica — é "imperdoável".
Difícil discordar. A autenticidade do áudio........
