A disputa de narrativas e o peso da verdade na eleição de 2026
Uma campanha eleitoral é, antes de tudo, uma guerra de posições. Movimentos coordenados de construção e desconstrução de “verdades”. Não necessariamente no sentido filosófico da desconstrução derridiana, mas, sobretudo, na capacidade de iluminar o que o adversário tenta esconder nas sombras.
É sob essa lógica que deve ser compreendida a disputa eleitoral de 2026. Em um cenário marcado por forte polarização, cabe aos que defendem a democracia não apenas apresentar propostas, mas também expor trajetórias, revelar padrões e oferecer ao eleitor um retrato mais fiel dos que disputam o poder. E é nesse contexto que a chamada “biografia não autorizada” de Flávio Bolsonaro ganha relevância política.
Não se trata de um exercício de retórica, mas da reunião de fatos, investigações e denúncias que, ao longo dos anos, foram sendo acumulados e que desenham um padrão consistente. O caso mais emblemático segue sendo o das “rachadinhas”, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo os órgãos de controle, assessores do então deputado estadual repassavam parte de seus salários ao ex-assessor Fabrício Queiroz, em um esquema que apresenta indícios claros de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Mas esse é........
