A decisão de Kakay
Advogados criminalistas tropeçam em todo tipo de cadáver, os reais, os imaginários, os simbólicos e até os invisíveis para os comuns, mas não para um Antônio Carlos de Almeida Castro. Kakay sabe que os esqueletos do Caso Master estão distribuídos pelos armários de Brasília e que os guardados por Ciro Nogueira já desabam pelas frestas de portas entreabertas.
Mas lidar com os restos mortais de todo tipo de crime não é do jogo do operador do Direito? É, mas não para todos. Para alguém que não seja um Kakay, qualquer jogo pode ser jogado. Para um jurista que tem, como combatente antifascista, a mesma dimensão conquistada como advogado, não há como não diferenciar e catalogar os cadáveres que o desafiam.
O debate sobre esses dilemas já era bom, antes mesmo da decisão de Kakay de abandonar a causa de Ciro Nogueira com o Banco Master. Mesmo com os riscos desse tipo de conversa, que geralmente puxa para as rodas fechadas e de lugar de fala apenas o pessoal que domina as hermenêuticas.
É quando se apresenta um dos truques requisitados para tornar a conversa rasa. É o truque que repete o que........
