Tarcísio, animais precisam de proteção
A decisão do governador Tarcísio de Freitas de vetar integralmente o Projeto de Lei que inibe maus-tratos a animais não é apenas um ato administrativo. É um posicionamento político que revela, com nitidez, quais vidas importam e quais podem seguir sendo negligenciadas. Ao barrar uma proposta que obrigava agressores de animais a custear o tratamento veterinário de suas vítimas, o governo do Estado de São Paulo opta por aliviar quem comete violência e manter o peso sobre quem resgata, cuida e luta diariamente para salvar vidas.
O projeto, já aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo, nasceu de uma realidade concreta e urgente. Em todas as regiões do Estado, ONGs, protetores independentes e clínicas parceiras enfrentam uma rotina marcada por abandono, dor e escassez de recursos. Animais chegam mutilados, desnutridos, com infecções graves, ossos quebrados — vítimas silenciosas de uma crueldade que insiste em se repetir. E, diante disso, quem paga a conta não é o agressor. São aqueles que se dedicam à causa animal e pelos quais tenho um respeito enorme.
Como deputado, também cumpro um papel. A proposta vetada por Tarcísio é de minha autoria. Ela é simples no princípio e poderosa no efeito: responsabilizar financeiramente quem comete o crime. Mas ela ia além. Previa multas aos agressores, ressarcimento ao Estado pelos atendimentos prestados e a participação obrigatória dos agressores em........
