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O decálogo da extrema-direita (e os alertas para a eleição no Brasil)

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30.06.2026

Com as eleições dos novos presidentes da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e do Peru, Keiko Fujimori, o mapa da América do Sul ficou ainda mais inclinado para a extrema-direita. O Brasil, com o presidente Lula, e o Uruguai, com Yamandú Orsi, são as exceções num território que já teve, no início deste século, a predominância da esquerda e da centro-esquerda. Abelardo, o ‘tigre’, e Keiko, como gostam de ser chamados, unem-se agora a uma onda que já conta com Javier Milei na Argentina, José Antonio Kast, no Chile, Daniel Noboa, no Equador, Santiago Peña, no Paraguai, e Rodrigo Paz, na Bolívia. Milei diz que é a ‘onda azul’. Numa foto ao lado do senador Flávio Bolsonaro, nesta segunda-feira, aqui em Buenos Aires, Milei escreveu em suas redes sociais que a ‘onda azul’ está chegando no Brasil.

Mercosul, sem Milei e com Lula

O presidente boliviano se define como sendo de centro-direita, mas sua primeira viagem internacional após ter sido eleito foi aos Estados Unidos e não ao Brasil, rompendo uma tradição que era mantida por seus antecessores do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales e Luis Arce. Peña, do Paraguai, por sua vez, já fez elogios públicos ao presidente do Brasil durante uma reunião do Mercosul, em janeiro deste ano. Mas mantém diálogo frequente com Milei – com quem o presidente Lula não conversa. Nesta terça-feira, os presidentes do Mercosul participam da reunião semestral do bloco, em Assunção, no Paraguai, quando a presidência, que é rotativa, será passada para o Uruguai. Milei cancelou sua participação um dia antes, na segunda-feira, logo após encontro com o senador Flávio Bolsonaro em Buenos Aires. Milei argumentou questões internas porque dará posse, nesta terça-feira, ao novo chefe de Gabinete da Presidência. Lula confirmou presença. Os dois não se falam. Na reunião anterior, o presidente Lula não esteve e assim pode evitar ver o presidente da Argentina.

A cartilha da extrema-direita:

Neste cenário, é possível traçar pontos em comum da extrema-direita, como as estratégias discursivas para atrair o eleitor.

A seguir dez pontos que formam, hoje, a cartilha da extrema-direita e motivos para prestar atenção em relação à eleição presidencial deste ano no Brasil.

Redes Sociais e três desafios na campanha brasileira: Elas passaram a ser ferramenta decisiva nas eleições. Na Argentina e na Colômbia, Milei e Abelardo aplicaram estratégias........

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