Fracasso anunciado, sucesso previsto
A “política industrial” de Trump consiste na mera imposição aleatória, frequentemente politicamente motivada, de tarifas de importação altíssimas, como fez, em um passado muito distante e em circunstâncias muito diferentes, o presidente McKinley.
Trump prometeu que esses tarifaços irracionais, que se parecem muito mais com sanções comerciais do que com qualquer outra coisa, criariam uma avassaladora onda de criação de empregos.
Pois bem, passado pouco mais de um ano do Liberation Day, o dia do grande tarifaço inicial, o número de empregos na indústria manufatureira diminuiu no período, com 98 mil vagas a menos em comparação com o ano anterior, segundo os dados mais recentes do Departamento do Trabalho dos EUA.
Há 29,9 mil empregos a menos na indústria automobilística e 18 mil a menos na indústria madeireira, ambos setores que o presidente tentou proteger com barreiras comerciais.
O setor de transporte e armazenagem, por sua vez, perdeu quase 130 mil empregos no mesmo período.
Além disso, as novas tarifas mais altas sobre aço e alumínio dificultaram a construção de fábricas.
A taxa de contratação do setor de construção, que geralmente reflete a confiança nas perspectivas econômicas, está mais baixa agora do que no início da pandemia de Covid-19.
As próprias montadoras norte-americanas estão protestando e apontando para o fato de que esses acordos tarifários tornaram mais barato produzir carros no exterior do que na América do Norte, região na qual as........
