Vincular Lula a Maduro e pedir interferência eleitoral americana pode ser contraproducente para a oposição
As estratégias de vincular o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a Nicolás Maduro e de defender que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interfira nas eleições brasileiras — por meio de pressão diplomática ou política — podem se mostrar contraproducentes para a oposição, segundo analistas internacionais da Eurasia Group, que atendem grandes corporações, executivos e investidores.
Apesar de declarar que os ataques militares à Venezuela e o sequestro de seu presidente remeteram “aos piores momentos de interferência na política da América Latina”, Lula não reconheceu a vitória de Maduro, por não haver comprovação do resultado eleitoral. Além disso, a maioria dos brasileiros percebeu as sanções e tarifas impostas por Trump como uma afronta à soberania nacional. Assim, qualquer tentativa de Washington de interferir nas eleições deste ano poderia provocar reação semelhante.
Para Ian Bremmer, presidente da Eurasia, a política externa de Trump oscila entre as lógicas do FAFO (“Fuck Around and Find Out”, “quem brinca com fogo, se queima”) e do TACO (“Trump........
