Rejeição de Messias abre frente antissistema e reflete nova governabilidade
A rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) oferece ao lulismo uma justificativa para reativar seu posicionamento antissistema, especialmente em meio ao aprofundamento da disputa sobre o fim da escala 6x1 — tema com maior apelo junto ao eleitorado do que a composição da cúpula do Judiciário. O cenário de corrida eleitoral antecipada e polarizada, por sua vez, sugere que a disputa política tende a se sobrepor ao avanço concreto de pautas no Legislativo no escrutínio da opinião pública. Paralelamente, a rejeição de Messias pelo Senado se insere nitidamente no processo de reabilitação institucional, marcado por uma reacomodação desarmônica das prerrogativas dos Três Poderes e por uma dinâmica de governabilidade sintetizada na lógica de “cada Poder com suas atribuições”. Declarações recentes de chefes do Executivo e do Legislativo reforçam esse diagnóstico.
No período recente, ao enviar o pacote de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço americano, o presidente Luiz Inácio Lula da........
