O que o tempo não leva
Hoje é Dia dos Pais. A data não resulta de uma descoberta científica, tampouco decorre de algum fundamento natural ou de uma determinação divina. Como tantas outras datas comemorativas, é uma criação humana e, justamente por isso, pode adquirir diferentes significados conforme o olhar, a experiência e os valores de cada pessoa.
Pode ser vista apenas como uma convenção social ou, sob uma perspectiva crítica, como mais uma construção apropriada pelo mercado para estimular o consumo e movimentar interesses econômicos. Mas pode também assumir uma dimensão profundamente humana: a oportunidade de reconhecer o valor dos afetos, revisitar experiências acumuladas ao longo da vida e agradecer pelos ensinamentos que ajudaram a formar aquilo que somos.
Talvez esteja justamente aí uma das características mais interessantes da existência humana: as coisas não carregam necessariamente um único significado. Somos nós, a partir das nossas experiências, que lhes atribuímos sentido. Uma mesma data pode ser indiferente para alguns, dolorosa para outros e profundamente afetiva para tantos. Tudo depende do lugar de onde se olha e, principalmente, da história que cada um carrega consigo.
Para quem teve no pai uma referência positiva, o Dia dos Pais pode representar muito mais do que uma comemoração. Pode ser um encontro........
