Datacenters: parasitas digitais ou infraestrutura do século XXI?
A provocação feita pelo respeitado cientista Miguel Nicolelis, ao chamar datacenters de “parasitas digitais”, ecoa uma angústia legítima, mas erra o alvo e simplifica excessivamente um debate que deveria ser estratégico.
É verdade que algumas localidades nos Estados Unidos e na Europa passaram a restringir a instalação de novos datacenters. Mas não por rejeição à digitalização ou à computação em larga escala, e sim por falhas de planejamento territorial, energético e regulatório. Não se trata de banimento nacional ou setorial, mas de correção de rota em contextos específicos.
Os Estados Unidos continuam liderando o mercado global de datacenters. As grandes plataformas digitais seguem expandindo capacidade, inclusive investindo maciçamente........
