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Zero Um promete um governo pior que o Zero Zero

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18.09.2026

Faltam 15 dias para a eleição presidencial. O Datafolha divulgado no dia 17 mostra Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%.  

No segundo turno, Lula tem 46% e o Zero Um de Jair, 44%. Há empate técnico nos dois cenários. Os candidatos também estão empatados na rejeição: 47%. 

Flávio Bolsonaro pode ganhar a eleição.  

Essa frase deveria alarmar todo democrata, independentemente de sua posição sobre Lula.  

O Brasil pode devolver o Planalto à família que atacou as urnas, conspirou contra a posse do vencedor, Lula — a quem ameaçou matar como consta no projeto Punhal Verde Amarelo –, e tentou destruir o Estado democrático de direito. 

Já mostramos neste espaço como a extrema direita pretende desmontar a democracia se ganhar ou perder a eleição. A pergunta agora é outra: que governo começaria em 1º de janeiro se o Zero Um vencer? 

A resposta está nas propostas e alianças do próprio candidato.   

Na segurança, Flávio oferece as prisões de Nayib Bukele. Na economia, a motosserra de Javier Milei. Na política externa, subordina-se a Donald Trump e Marco Rubio. Para libertar o pai e proteger o novo governo, promete indicar até seis ministros para o Supremo. 

Não seria apenas a continuação do Zero Zero. Seria um bolsonarismo mais organizado, internacionalizado e perigoso. 

O país já conhece o governo de um Bolsonaro 

A covid-19 matou mais de 700 mil brasileiros.  

Jair Bolsonaro não criou o vírus, e não se pode atribuir pessoalmente a ele cada morte. Mas ele poderia, sim, ter evitado pelo menos 400 mil mortes, segundo estudos do epidemiologista Pedro Hallal.  

As escolhas do governo de Jair Zero Zero estão documentadas. 

Bolsonaro chamou a doença de “gripezinha”, promoveu aglomerações, combateu máscaras e isolamento e transformou a vacinação numa batalha ideológica.  

O Ministério da Saúde promoveu cloroquina e ivermectina, medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. 

 A Pfizer ofereceu vacinas; o governo retardou a contratação. Enquanto famílias choravam e enterravam seus mortos, o presidente respondia com “E daí?”  “Não sou coveiro”. 

A CPI da Pandemia descreveu uma estratégia de disseminação da doença e pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro por nove crimes, entre eles epidemia com resultado morte, charlatanismo, prevaricação e crimes contra a humanidade. 

O vírus matou. A política do governo ajudou o vírus a matar. Flávio Zero Um esteve ao lado do pai e agora pretende receber os votos sem carregar os mortos do Zero Zero. 

O desastre não........

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