O Brasil é dos brasileiros
“Ninguém derrotará o Brasil com mentiras” Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no Washington Post.
“Ninguém derrotará o Brasil com mentiras”
Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no Washington Post.
Ao responder Donald Trump nas páginas do Washington Post e reafirmar com Xi Jinping o compromisso com o multilateralismo, Lula transforma a eleição de 2026 também numa disputa pela soberania nacional.
Não foi por acaso que Luiz Inácio Lula da Silva escolheu as páginas do Washington Post para responder ao presidente Donald Trump. Chefes de Estado costumam se comunicar por meio da diplomacia.
Quando um presidente decide dirigir-se diretamente aos leitores do principal jornal da capital do outro país, é porque considera que o conflito ultrapassou os limites da política externa e alcançou outro patamar.
Foi exatamente isso que Lula fez. Seu artigo não trata apenas de tarifas, comércio ou relações bilaterais. É, antes de tudo, uma defesa da soberania brasileira num momento em que a campanha presidencial de 2026 transborda as fronteiras nacionais.
Ao afirmar que “ninguém derrotará o Brasil com mentiras” e concluir que “o destino do Brasil pertence aos brasileiros, sem interferência estrangeira nem subserviência”, Lula não respondia apenas às declarações de Donald Trump. Delimitava o novo terreno em que passa a se desenrolar a disputa política brasileira. Vista isoladamente, a publicação do artigo de Lula poderia ser interpretada apenas como mais um capítulo da escalada entre Brasília e Washington. Vista ao lado dos acontecimentos das últimas semanas, assume outro significado.
Ao levantar dúvidas sobre as urnas e defender a presença de observadores internacionais, Flávio Bolsonaro retomava um método já conhecido: produzir desconfiança suficiente para que o resultado eleitoral possa ser contestado posteriormente. Diversos analistas identificaram esse padrão em sua manifestação.
Logo depois, o Washington Post revelou que integrantes do governo Donald Trump estudavam enviar representantes do Departamento de Estado ao Brasil para questionar publicamente a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.
A........
