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"Narcisismo maligno" e um Trump em "declínio cognitivo"

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16.04.2026

O que antes era tratado como estilo passou a ser visto como fator de instabilidade global. E o Brasil pode estar no centro dessa engrenagem.  

A reportagem publicada em 16 de abril de 2026 pelo NYT marca mais do que uma mudança de tom. Marca uma ruptura. Pela primeira vez de forma consistente, o jornal que melhor expressa o pensamento do establishment americano deixa de tratar o comportamento de Donald Trump como excentricidade política e passa a descrevê-lo como variável de risco. 

Sem recorrer a termos clínicos, o NYT registra um padrão inequívoco: decisões erráticas, impulsividade crescente, escalada simultânea de tensões internacionais e esvaziamento dos mecanismos tradicionais de contenção. Mais importante do que a descrição são as fontes — assessores, diplomatas, especialistas em segurança e relatos internos do próprio processo decisório. 

O que emerge não é opinião. É percepção institucional. E ela aponta para um fato incômodo: a previsibilidade — base mínima de qualquer sistema internacional estável — está se dissolvendo no centro do poder. 

Da instabilidade ao risco sistêmico 

Não se trata de episódios isolados, mas de recorrência. Irã, China e América Latina aparecem como frentes simultâneas de tensão, articuladas por uma lógica de confronto permanente. Ameaças sobrepostas, recuos abruptos, contradições públicas e decisões desalinhadas formam um padrão que não estabiliza — intensifica. 

Em termos estratégicos, isso significa aumento do risco de erro de cálculo. Em termos reais, significa a possibilidade concreta de crises produzidas não por necessidade, mas por descontrole. O que está em jogo já não é apenas a política externa americana. É a estabilidade do sistema internacional. 

“Profundamente desinformado” e “sem compreensão das consequências” 

Se o NYT abriu a porta, são vozes como Jeffrey Sachs e John Gartner que expõem o que há por trás dela — sem mediação, sem eufemismo, sem concessão. 

Sachs, economista de renome internacional, professor da Columbia University, Nova York, e ex-conselheiro de organismos como a ONU, tem sido direto: Trump é “extremamente perigoso” em matéria de guerra e paz. Não por estratégia, mas por incapacidade de operar dentro de parâmetros racionais........

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