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Roberto Campos Neto deixou o BC, mas o caso Banco Master não

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29.01.2026

No dia primeiro de julho do ano passado, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, assumiu o cargo de vice chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. Informação que boa parte da mídia corporativa tem passado ao largo. Preferem escandalizar o noticiário com o valor dos contratos dos escritórios de advocacia da família Lewandowski e Moraes que prestaram consultorias para o Master.

Nem vou questionar o quanto Campos Neto está recebendo do Nubank após deixar o BC, mas sobre as operações que a financeira realizou através de CDBs do Master. Vamos ao ponto.

Nos últimos anos, Nubank, XP e BTG Pactual atuaram, na prática, como grandes agências de distribuição dos títulos emitidos pelo Banco Master, especialmente seus CDBs. A atuação foi marcada por uma postura agressiva de venda, ancorada em rendimentos que destoavam completamente dos padrões do mercado.

Enquanto o sistema financeiro remunerava CDBs com taxas entre 10% e 12% acima do valor de face, o Banco Master chegou a oferecer retornos de até 40%, um patamar evidentemente insustentável. Não........

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