menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A China e o poder de fogo da moderação

37 0
06.03.2026

Pequim condenou o ataque ao Irã, acusou os Estados Unidos de serem “viciados em guerra” e lançou uma intensa ofensiva diplomática. Por trás dessa postura, acadêmicos chineses alertam que uma ordem internacional sustentada pela força está condenada ao fracasso.

Em 28 de fevereiro, poucas horas depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a agência de notícias Xinhua divulgou a primeira declaração do Ministério das Relações Exteriores da China, pedindo a cessação imediata da ofensiva militar e a retomada do diálogo e das negociações. “A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas”, foi a posição que Pequim sustentou desde o início. Nada de novo sob o sol: os mesmos princípios da Carta da ONU que os Estados Unidos assinaram e que, na prática, parecem ter sido cuidadosamente arquivados.

“O verdadeiro valor da força militar não reside no campo de batalha, mas em prevenir a guerra”; “o mundo não deve voltar à lei da selva” e “os grandes países não devem usar sua vantagem militar para lançar ataques arbitrários contra outras nações”, afirmou o chanceler chinês Wang Yi durante uma rodada de maratonas conversas que manteve nesta semana com seus homólogos da Rússia, Israel, Irã, França, Omã e Emirados Árabes Unidos.

Wang não fez mais do que reiterar a histórica defesa chinesa da soberania, da não intervenção e do multilateralismo. Conceitos que, embora desfrutem de amplo consenso internacional, no clima atual deram lugar a todo tipo de especulação sobre supostas intenções ocultas de........

© Brasil 247