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Entenda por que Flávio Bolsonaro é um inimigo, não um adversário conjuntural

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O dia 4 de outubro de 2026 marcou uma derrota da candidatura de Lula no primeiro turno das eleições presidenciais. Precisamos repensar a campanha para o segundo turno. O objetivo deste texto não será o de avaliar as condições estruturais da derrota parcial, mas o de elaborar propostas que, eu creio, possibilitariam a vitória no segundo turno.

O primeiro passo é reconhecer que não se trata de uma disputa entre adversários conjunturais, mas de um antagonismo profundo: enfrentamos um inimigo. A luta de classes atravessa estas eleições. A candidatura de Lula deve reafirmar-se como expressão da defesa do trabalho e das camadas trabalhadoras — condição que perdemos e que hoje é contestada pela acusação de desestimular o esforço produtivo e a busca por melhores condições de vida. Nós somos os que defendemos o trabalho e as camadas trabalhadoras.

Devemos combater compreensões erradas sobre os programas governamentais, tais como o Bolsa Família. Este programa é essencial para manter a atividade econômica na indústria, no setor de serviços e na moradia. Sem ele, o empreendedorismo perderia um mercado significativo. A direita se apresenta como defensora dos empreendedores e das empreendedoras, mas isso não é verdade. Ao eliminarem programas sociais, a atividade empreendedora desabaria, provocando a falência de muitos........

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