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Flávio é desmonte do Estado, Brasil colônia e povo refém de pobreza e violência — Uma história de horror

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15.10.2026

Vou dar uma palinha para vocês sobre Flávio Bolsonaro e sua histriônica família:

1) Jair Bolsonaro: condenado a 27,3 anos de prisão por tentativa de golpe de estado e outros crimes;

2) Flávio Bolsonaro: investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso Dark Horse, que é vinculado ao inquérito do escândalo Master/Vorcaro, além de responder por crime de calúnia contra o presidente Lula;

3) Eduardo Bolsonaro: deputado cassado, escrivão expulso da PF e foragido da Justiça, seu nome consta no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), um sistema público gerido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ);

4) Carlos Bolsonaro: a Justiça considerou réus sete ex-assessores do ex-vereador por crimes de rachadinhas, assim como ele foi indiciado pela PF no inquérito da “Abin paralela” e, por decisão do STF, é apontado como um dos líderes da organização criminosa, além de ter chefiado o famoso “Gabinete do Ódio”, que também é investigado; e

5) Jair Renan Bolsonaro: o filho caçula do Jair é réu perante a Justiça por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é acusado de fraudar documentos e declarações de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obter empréstimos bancários que totalizaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023, os quais não foram pagos.

Enfim, temos uma amostra resumida sobre com quem o Brasil está a se meter e o que poderá acontecer se a família Bolsonaro voltar ao poder central da República. A família que há décadas usufrui de cargos públicos e mama sofregamente nas tetas do Estado, mas que, hipocritamente, se autodenomina privatista e defensora da iniciativa privada. Odeia o Estado, mas adora ter acesso para controlar seus recursos financeiros e orçamentários. Trata-se do cinismo em toda sua plenitude e a dissimulação em forma de escárnio.

Comecemos, agora, com uma observação: o próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), no período entre 2027 e 2029, será o ministro Alexandre de Moraes. Entendo que não é apenas este o único motivo para que a extrema direita brasileira faça campanha permanente de desmoralização e desqualificação do magistrado da Alta Corte, que botou muita gente deste espectro político na cadeia.

Moraes garantiu com o apoio da maioria de seus colegas do Supremo, juntamente com outras autoridades democráticas e legalistas, dentre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a preservação da democracia, a integridade das instituições republicanas e a consolidação do Estado Democrático de Direito, em um País que ficou 21 anos submetido à ditadura civil-militar (1964/1985).

O regime de força implantado pelos conspiradores de extrema direita teve por propósito golpear João Goulart. O presidente trabalhista havia anunciado as Reformas de Base, um conjunto de propostas estruturais para modernizar o País e combater as desigualdades sociais e econômicas. Entre as principais medidas estavam as reformas agrária e tributária, a nacionalização de refinarias e o controle sobre as remessas de lucro para o exterior. Esse projeto serviu de gatilho para que o empresariado, generais, barões midiáticos e políticos de direita se unissem para efetivar um golpe de Estado contra Jango, o herdeiro político do estadista Getúlio Vargas.

Fiz esta pequena explanação acima para afirmar que a extrema direita política e empresarial deste País nunca mudou, porque apenas as gerações se sucedem, mas a essência golpista, elitista e violenta é a mesma. Neste momento, os bolsonaristas estão a fazer uma frente de destituição de Alexandre de Moraes. Querem-no fora do cargo de ministro do STF e, obviamente, tê-lo como presidente do Supremo causa calafrios aos que estiveram no poder com Jair Bolsonaro e a muitos de seus apoiadores em vários setores e segmentos da sociedade brasileira.

A verdade é que sempre sonharam com a volta dos tempos da ditadura, por serem autoritários e sectários, assim como recusam a se submeter à Constituição, à organização do Estado e a qualquer tipo de fiscalização moral, política, financeira e econômica. Desejam repetir os desmandos e covardias, exatamente como ocorreu no governo ultraneoliberal e militarista........

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