Flávio Bolsonaro é o ‘Efeito Orloff’: ele é o Jair amanhã — Brasil subjugado e povo sem direitos
Que fique claro e transparente: o único projeto conhecido e defendido no Senado por Flávio Bolsonaro, por ser o relator da proposição, é a PEC das Praias, que foi apresentada na Câmara há 15 anos e atualmente tramita no Senado. Esse sujeito é essencialmente elitista, assim como está sempre a fim de favorecer os empresários bilionários da especulação imobiliária e outros grandes negócios, como hotéis, resorts, clubes e condomínios privados de luxo para gente rica, de preferência nas praias, de forma exclusiva para poucos curtirem “seus” paraísos.
Trata-se de mais um Bolsonaro à frente dos interesses dos ricos, os tipos de pessoas que ele adora adular para ter acesso às classes privilegiadas, pois um sonho desde sua origem de classe média baixa, porque seu pai era um simples oficial do Exército de baixa patente, quando saiu da força militar para se aventurar na política e, por seu turno, enriquecer. Os Bolsonaro odeiam os pobres e tudo que possa lembrar suas origens modestas na região mais pobre do Estado de São Paulo, onde o Jair se criou — o Vale da Ribeira.
Isso tudo se chama ressentimento, rancor e muita raiva incontida. Os Bolsonaro, mesmo a enriquecer, carregam consigo o recalque de não terem nascido em berços de ouro e, por saberem disso, nada os conforta, a não ser causar dor àqueles que eles desprezam da maneira mais sórdida possível, que é a grande maioria do povo brasileiro, que habita um País que é visto pelos Bolsonaro apenas como um fazendão para explorar e, evidentemente, poder mamar avidamente nas tetas do Estado nacional, como fazem há quase 40 anos, quando o malandro Jair entrou na política.
Por intermédio da relatoria do projeto sectário e elitista, Flávio aposta na privatização das praias do litoral brasileiro. Sendo possível ser aprovado, consequentemente, as pessoas teriam de pagar para frequentar espaços até então públicos, como são as orlas marítimas, onde quantidade expressiva da população busca entretenimento, lazer e até mesmo vender produtos para se sustentar, a exemplo de bebidas e alimentos, dentre outros produtos e pequenos comércios. Flávio também se “dedica” e se diz “preocupado” com as questões de segurança pública, mas combate a PEC da Segurança Pública do Governo Lula.
A PEC prevê a criação do Ministério da Segurança Pública (MSP) com um orçamento amplo e a proibição de bloqueio de verbas destinadas à segurança mesmo diante de contingenciamentos fiscais, além de o MSP criar uma Guarda Nacional pronta para intervir em situações de crise nos Estados da Federação, bem como no que tange ao endurecimento das regras para as lideranças de facções criminosas, além de limitar a progressão da pena para quem cometeu crimes violentos.
Além disso, Flávio Bolsonaro e seus aliados da extrema direita parlamentar sabem que a PEC da Segurança Pública do Governo Federal determina que a Polícia Federal passará a ter maior autoridade e liberdade para investigar o crime organizado (milícias, tráfico, contrabando e colarinho branco) de forma mais ampla e pontual e esse procedimento causará grande impacto contra aqueles que estão no poder estadual e têm uma atuação dupla perante o que é legal e ilegal, o que acarreta graves prejuízos à sociedade brasileira.
Como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal passam a ter uma atuação mais abrangente, os atuais governadores, especificamente todos eles militantes do campo da direita, acionam seus deputados federais e senadores para bloquear a rápida aprovação da PEC da Segurança Pública, porque temem intervenções federais, a exemplo de uma cidade ser tomada pelo crime organizado, ou um bairro, além de temerem investigações de crimes de corrupção, dentre outros malfeitos.
A verdade é que muitos dos governadores juntamente com seus aliados, especialmente os que se autointitulam conservadores, contrapõem-se e por isso sabotam os trâmites da PEC da Segurança Pública do Governo Federal. Cambada de embusteiros, que se valem do tema segurança com propósitos eleitorais, mas nos bastidores sabotam a PEC, porque, na verdade, vivem de fanfarronices, mentiras e ações iníquas, sendo que se a matéria for aprovada, talvez alguns governadores e seus aliados políticos nos Estados sejam presos.
Agora, voltemos ao Flávio, aquele que disse ter sentido “inveja” [da Venezuela] porque os Estados Unidos não despejaram bombas na Baía da Guanabara para afundar embarcações e matar supostos traficantes em pleno território brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro. Esse indivíduo não é qualquer um. Ele é um senador da República, cujo cargo é sustentado pelos impostos pagos pelo povo brasileiro. Aliás, os Bolsonaro se dizem privatistas, mas vivem a mamar nas tetas fartas do Estado há décadas.
Portanto, poder-se-ia dizer que o pré-candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), repete o slogan publicitário de 1985 da Vodka Orloff: “Eu sou você amanhã”. A mesma forma de agir e pensar do seu pai, Jair Bolsonaro, se algum dia na vida esses dois caras pensaram alguma coisa que preste ou que serviu para apresentar propostas para desenvolver o País ou melhorar as condições de vida do povo brasileiro. Zero!
A verdade é que se trata de uma atuação em termos de votação no Parlamento e depois por meio de atos e ações no Governo Federal totalmente contrários aos interesses econômicos, políticos e diplomáticos do Brasil e dos interesses do povo, dos trabalhadores, dos aposentados, dos estudantes e até mesmo, e muitas vezes, contra os interesses do empresariado nacional para favorecer países como os Estados Unidos e a alta burguesia brasileira. Essas realidades foram vistas e observadas a olhos nus. Só não viu quem é cego por conveniência ou cúmplice dos desmandos e violência da família Bolsonaro.
Como políticos, eles tiveram e têm uma atuação........
