Chinês não é apenas um idioma
Como um correspondente chinês que acompanha há tempos o concurso “Ponte Chinesa” e que atuou como jurado na final brasileira, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, este ano, percebi uma mudança sutil, porém profunda. Essa mudança não decorre de uma alteração de identidade, mas, sim, de uma reformulação silenciosa do próprio concurso: a lógica narrativa do aprendizado da língua chinesa está se deslocando cada vez mais do “interesse atual” para a “orientação para o futuro”.
Do tema dos universitários, “Um mundo, uma família”, ao tema dos alunos do ensino médio, “Perseguindo o sonho chinês, sem desperdiçar a juventude”, os temas deste ano refletem com precisão o mundo da língua chinesa aos olhos da juventude brasileira: um mundo que diz respeito tanto ao futuro compartilhado da humanidade quanto aos sonhos pessoais dos jovens.
Os participantes no palco não são mais “entusiastas da língua chinesa” recitando discursos mecanicamente, mas um grupo de jovens capazes de discutir inteligência artificial, energia verde, tecnologia ferroviária de alta velocidade e cooperação agrícola sino-brasileira em chinês.
Essa mudança não é, de forma alguma, acidental. Nos primórdios do concurso “Ponte Chinesa”, o foco era mais voltado para a........
