O plano fiscal de Flávio Bolsonaro precisa que os juros façam parte do trabalho
A reação positiva dos mercados no primeiro dia útil após o primeiro turno embute uma aposta: a de que um eventual governo Flávio Bolsonaro fará um forte ajuste fiscal. O mercado ainda espera, porém, maior detalhamento da proposta. No início de setembro, Adolfo Sachsida, integrante da equipe econômica do candidato, disse que seria possível colocar a relação dívida/PIB em trajetória de queda em 18 meses. Assessores têm mencionado informalmente cortes de até R$ 200 bilhões no primeiro ano. Parece muito, mas equivale a cerca de 1,5% do PIB — praticamente o tamanho do déficit estrutural, estimado em 1,4% do PIB.
É aí que os juros precisam fazer uma parte importante do trabalho. Com juro real perto de 7% e crescimento de 2%, seria necessário superávit primário de........
