‘Ó tempo volta pra trás’, não é?
Os mandatos de José Fontelas Gomes à frente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF foram marcados por um reformismo responsável, que lançou bases, através da introdução (e aprendizagem do uso) da tecnologia, e por uma crescente transparência, suscetível de credibilizar o setor junto da opinião público e torná-lo merecedor de maior confiança por parte dos clubes. Em retrospetiva, foram anos positivos, que culminaram com a apresentação de um projeto, inspirado no que é feito em Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, que visava dotar a arbitragem de uma autonomia a rondar a independência, sob o primado da meritocracia. Fez bem Fernando Gomes quando apoiou Fontelas Gomes, voltou a estar bem Pedro Proença quando o convidou para ser um dos seus vice-presidentes. Sem roturas, respeitando os árbitros, o caminho apontado foi o da modernidade, aliás o único compatível com a desejada internacionalização. Sempre houve - num contexto em que Pedro Proença, então presidente da Liga, não tinha nada a ver com a Arbitragem - a noção de que era de que o ‘plantel’ era genericamente fraco, o que levou, até, que fosse adotada como política a nomeação de árbitros menos qualificados para as quatro linhas, salvaguardados por VAR’s qualificados, que minimizavam os erros. Ao mesmo tempo, um processo intensivo de procura de candidatos em todo o País e cursos sucessivos que visavam melhorar as competências do quadro existente, foi implementado. Não foi um caminho perfeito nem isento de erros, mas, pelo menos, teve o mérito de atenuar o........
