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A venda do Mundial e o poder da FIFA

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04.08.2026

A FIFA quer vender o Mundial que deve ter sido o maior evento desportivo de sempre. Os números são impressionantes: 1248 jogadores; cerca de 300 mil pessoas acreditadas envolvidas na organização; mais de 6,8 milhões de espectadores nos estádios. Foram 104 jogos em 39 dias. Na final estavam os presidentes dos três países organizadores — Estados Unidos, México e Canadá —, bem como o rei de Espanha e o primeiro-ministro espanhol. E, no meio deles, Gianni Infantino.

Se queriam uma imagem do enorme poder do organismo, ali estava ela: Infantino tratado ao nível de um chefe de Estado. Mas, pelos vistos, isso não chega. Infantino não gosta de críticas e acabou de publicar um comunicado em que acusa os seus críticos de estarem «movidos pelo ódio». E logo a seguir anunciou a venda do Mundial!

É evidente que o presidente da organização que gere o futebol internacional é alvo de muitas invejas: muitos dos seus críticos não terão outra razão senão a de querer ocupar o seu lugar. Mas também é verdade que a FIFA é uma organização pouco transparente e muito fechada. O seu presidente beneficia do estatuto simbólico de um........

© A Bola