O diagnóstico de autismo: porque a transparência dos terapeutas muda tudo. Opinião de um psicólogo clínico
A chegada ao diagnóstico de Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) na infância é um divisor de águas. Num instante, as expetativas sobre a parentalidade, o desenvolvimento infantil e o futuro familiar são submetidas a uma profunda reconfiguração.
Neste percurso emocionalmente exigente, a atitude dos técnicos e terapeutas, desde o acolhimento da primeira suspeita até à projeção dos próximos anos, é a pedra angular. É essa postura que determina se o processo será vivido como um trauma paralisante ou como o início de uma capacitação real.
1. A primeira suspeita: honestidade sem rodeios
A trajetória começa quase sempre na incerteza. Pais e cuidadores notam pequenas particularidade no dia-a-dia:
A ausência ou evitamento do contacto visual;
Atrasos ou atipicidades na linguagem verbal;
A presença de padrões de interesses atípicos e/ou extremamente intensos;
As dificuldades em processar informação sensorial, entre outros.
Quando chegam à consulta, trazem uma........
